Características
Arquitetônicas de Prédios Históricos
Os franciscanos instalaram-se,
em 1650, no atual bairro de São Francisco, onde fundaram
o Convento de Nossa Senhora do Amparo; trata-se de uma construção
com fachada típica das Igrejas Franciscanas deste período.
O interior da construção também apresenta
características comuns às Igrejas mais simples
da época colonial.
Nave única, capela-mor separada da nave por arco-cruzeiro.
A construção demonstra solidez das construção
em pedra, com ornamentação, vergas, obreiras
e cunhais em pedra.
Como características temos:
Galilé - arcos formando a galeria de entrada; pouca
ornamentação da fachada, frontão triangular,
mas suavizado com formas curvas, pode ser considerado um "Barroco
Pobre".
Cruzeiro - defronte a fachada da Igreja, comum na implantação
franciscana. Os franciscanos eram conhecidos pela riqueza
de suas Igrejas, principalmente por seus entalhes de madeira
em ouro.
Igreja Matriz de São
Sebastião
Prédio em pedra entaipada construído em fins
do século XVII, foi reconstruído por volta de
1819. No final do século XVIII a Matriz já se
encontrava em mau estado de conservação: em
vistoria de mestres - pedreiros constatou-se que na construção
em taipa e alicerce em pedra foi usado barro e areia, mas
muito pouco ou nenhuma porção de cal. A partir
de 1819 a Igreja possui o mesmo aspecto de hoje, salvo algumas
reformas laterais e internas. Pode-se considerar que sua fachada
e planta baixa possuem inspiração jesuítica
(em seu frontão triangular, apenas uma porta principal,
nave separada da capela-mor por arco cruzeiro comuns nas Igrejas
mais simples dos setecentos).
Casa da Câmara
Símbolo da autoridade instituída, a Casa de
Câmara e Cadeia de São Sebastião acompanha
carcaterísticas da arquitetura civil do século
XVIII: fachada simétrica, onde a porta central é
flanqueada por dois tramos de janelas iguais de cada lado.Guarda
ainda aspectos comuns a esse tipo de prédio público
da época como a escada do lado externo. Casas de Câmara
com telhados de quatro águas e arcaria no pavimento
térreo são comuns em Portugal do século
XVI ao XIX.
A Casa de Câmara e Cadeia de Mariana (MG), por exemplo,
possui as mesmas características de São Sebastião.
Uma comparação mostra a simplicidade plástica
da última, que possui cunhais, cornijas em estuque
e quase nenhuma ornamentação.
Por suas características arquitetônicas e construtivas,
a Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião
pode ser da segunda metade do século XVIII.
Além disso, toda Vila com poder instituído deveria
possuir sua Casa de Câmara e Cadeia. Ao lado desse edifício
ficava o pelourinho, um dos símbolos do poder colonial.
Casa Esperança
Testemunho da prosperidade de São Sebastião
na segunda metade do século XVIII, a Casa Esperança
possui a maioria dos aspectos característicos da arquitetura
civil e urbana do século XVIII. Sua construção
é em pedra e cal, técnica que usa argamassa
de cal e areia.Apresenta distribuição comum
à época: andar térreo - saguão
de entrada e escada, loja com depósito, peças
para trabalhos domésticos ou guardados; sobrado grande,
sala de frente em comunicação direta com a varanda
da fachada, corredor central com fileiras de alcovas, salão
de jantar e de estar com escada externa para o quintal e cozinha
nos fundos. A fachada também é típica
do século XVIII, possui disposição simétrica
e ornamentação em pedra. O teto das salas principais
é chamado "teto de gamela ou de armação",
possui pinturas originais nas três salas nobres da frente,
com paisagens cariocas do século XIX. As peças
em pedra são símbolo de riqueza; algumas vinham
de Portugal.
Fazenda Santana
É um exemplo de engenho de açúcar. Construída
em 1743, possui um sobrado de pedra entaipada, que abriga
a residência, a Capela ornamentada com pinturas trabalhadas
em ouro. A propriedade compreende também um aqueduto
de pedra, senzalas, um canavial, zonas da mata para lenha,
pastos onde todo trabalho era feito por mão-de-obra
escrava. É uma propriedade particular, mas com permissão
dos donos pode-se visitar a casa grande, e demais dependências
da fazenda, inclusive a antiga "Casa da Farinha"
com o tombo d’água, roda de fábrica e
pilões. Dia 26 de julho é realizada a "Festa
de Santana", padroeira da Fazenda.
Capela de São Gonçalo
- Museu de Arte Sacra
Em 1969, o CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Artístico e Arqueológicoe
e Turístico do Estado de São Paulo) tombou a
Capela de São Gonçalo. Seu precário estado
de conservação, fez com que, em 1980, fosse
instalado o Museu de Arte Sacra de São Sebastião.Cerca
de dez anos depois, a falta de manutenção adequada
fez com que a Capela e os equipamentos do museu necessitassem
de obras novamente. Com a criação de uma estrutura
municipal, em 1992, foi possível iniciar um trabalho
de restruturação do Museu. Em 1996, com o apoio
de técnicos do IPHAN (Instituto de Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional), o trabalho
foi concluído.
As obras realizadas em 1996 procuraram devolver a integridade
do monumento, sanando problemas de fissuras, cobertura, ataque
de insetos xilófagos. Alguns elementos, como o altar-mor,
o piso e telhamento devem ser objeto de futuras restaurações.
A doação de novas peças, a recuperação
da Porta do Passo e a colaboração da Igreja
Matriz tornou possível a revitalização
do acervo. Sendo assim, foi devolvido à comunidade
um novo, mais atraente e significativo Museu de Arte Sacra.
Casa de Leis
A Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião
remonta ao Séc. XVIII, edifício assobradado,
em pedra e cal, de arquitetura típica de prédios
públicos portugueses. No pavimento superior instalava-se
a Câmara, já na parte térrea a Cadeia,
onde ficava a Alcaidaria - Justiça. Até então
o Conselho se reunia no Salão Paroquial ou em casa
de algum político. O atual prédio da Câmara
foi construído para ser residência e possui características
típicas do séc. XVIII, construído em
pedra e cal, foi alterado na déc. 50 com a troca de
vitrôs e na déc. de 80 foi totalmente descaracterizado.
Até 1920 a Câmara Municipal funcionava na antiga
Casa de Câmara e Cadeia, hoje 20º Batalhão
da Polícia Militar, a partir de 1921 com a aquisição
deste prédio atual conforme Certidão do Registro
de Imóveis, a Câmara ocupou até sua dissolução
na déc. de 30, quando a Prefeitura passou a ocupá-lo.
A partir de 1945 a Prefeitura e Câmara dividiram o espaço
até a déc. 60 com a mudança do poder
executivo e para a R. Sebastião Silvestre Neves.
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